terça-feira, 19 de agosto de 2008

INSÔNIA NA MULTIDÃO...


Defendo a amizade, do tipo de verdade
Busco a sabedoria com humildade
A força, a Luz, a bondade
Mas ainda sou trovão
Canso fácil no meio da multidão
Pouca paciência pra conversinhas superficiais,
posso até tentar, mas nunca satisfaz.
As palavras parecem não ter sentido
quando são assim
jogadas fora
de casa trago
um daqueles que faz
teto branco
esconde a constelação
somos nós, de braços dados
amigos de outra geração...

Douglas Rosa - Flavia Leite

3 comentários:

paloma disse...

Que bonito!

Canto da Boca disse...

Lembrei do Tom Zé e a música: São, São Paulo

São, São Paulo meu amor
São, São Paulo quanta dor
São oito milhões de habitantes
De todo canto em ação
Que se agridem cortesmente
Morrendo a todo vapor
E amando com todo ódio
Se odeiam com todo amor
São oito milhões de habitantes
Aglomerada solidão
Por mil chaminés e carros
Caseados à prestação
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Salvai-nos por caridade
Pecadoras invadiram
Todo centro da cidade
Armadas de rouge e batom
Dando vivas ao bom humor
Num atentado contra o pudor
A família protegida
Um palavrão reprimido
Um pregador que condena
Uma bomba por quinzena
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo
Quanta dor
Santo Antonio foi demitido
Dos Ministros de cupido
Armados da eletrônica
Casam pela TV
Crescem flores de concreto
Céu aberto ninguém vê
Em Brasília é veraneio
No Rio é banho de mar
O país todo de férias
E aqui é só trabalhar
Porém com todo defeito
Te carrego no meu peito
São, São Paulo
Meu amor
São, São Paulo

;)

Anônimo disse...

Já dizia Che:
Hay que endurecer, pero, sin perder la ternura jamás....