cheio de vontade
cheio de vazio
cheio de saudade
quando estou com você
olho pro céu
me sinto só
cade a estrela que estava ali
a borboleta que estava ali
cade a praça que estava ali
e aquela caixa
toda aquela gente
eu quero a taça que estava aqui
cheio de Brasil
cheio de compasso
cheio de brilhantes
cade você que estava aqui
Douglas Campigotto
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sábado, 28 de setembro de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
BAIÃO DE TRÊS
buscando coisas pra ver
eu vi você passar
e me botei a correr
Adão mais atrasado
também logo viu
quando eu tava chegando
foi que Adão partiu
você fingiu não me ver
foi que Adão chegou
trazendo um olhar apaixonado
e um ramo de flor
me vi desacorçoado
então falei coisas de amor
disse que me queria seu namorado
sem nem bem pensar
você me retrucou
nem te conheço rapaz
nem te conheço rapaz
e como adoro flor
tirei meu boi do carro
e Adão te carregou
tirei meu boi do carro
e Adão te carregou
Douglas Campigotto
quarta-feira, 17 de abril de 2013
MÚSICA PRA CHICO
Douglas Campigotto
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
DIA A DIA
nem uso pente
pareço estranho
fazendo diferente
me dizem sim
me dizem não
mas para mim
não tem razão
sou novo
não tenho idade
não frito nem ovo
longe da maturidade
eu sou feliz
não me tente
não fiz porque não quis
não tenho idade pra usar pente
Douglas Campigotto e Gabriel Riani
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
ENTRE O SIM E O NÃO
refletindo nas ondas do mar
seu corpo escultural
é caldo certo
olho você vindo em minha direção
derretendo entre o sim e o não
vou ao seu encontro
para te dizer
eu sou o sol
mas posso ser a noite
que você seja estrela
que você seja o mar
pra quando eu nascer
ter a certeza que você vai estar lá
Douglas Campigotto
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
SORRY
desculpa
eu não sei fazer
desculpa
já não sei falar
desculpa
eu não sei dizer
desculpa
aprendi voar
desculpa
por não mais querer
desculpa
eu não sei pousar
desculpa
Douglas Campigotto
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
BOTECO
Na mesa do bar
Não te encontrei
Não vi ninguém
Com o garçom
Fiz confissão
Na mesa do bar
Com meus amigos
Chorei amores
Joguei com a sorte
Perdi a mão
Já fui traído
Já fui ferido
Brinquei com a morte
Sofri de paixão
No fundo do copo
Te procurei
Não te achei
Caí no chão
Não te esqueci
Eu me perdi
Te peço perdão
PASSARINHO BEIJADOR (releitura)
tadinho
passarinho
acho que era
um beijador
não percebeu
ingênuo
era de plástico
passarinho
acho que era
um beijador
não percebeu
ingênuo
era de plástico
sua flor
partiu
sem ganhar um beijo
levando no peito
um punhado de dor
tadinho passarinho
ingênuo e sonhador
partiu
sem ganhar um beijo
levando no peito
um punhado de dor
tadinho passarinho
ingênuo e sonhador
Douglas Campigotto
quinta-feira, 26 de julho de 2012
REMENDOS
um ponto se abriu
vimos pela costura
um retalho infantil
entre a carne dura
olhando agulha e fio
foi fácil entender
porque partiu
esquecemos de coser
sexta-feira, 20 de julho de 2012
SAUDADE
dentro do metro
um telefone toca
te procuro sem achar
o quanto me toca
mesmo
apenas seu toque
em qualquer volume
adoro seu tocar
em qualquer momento
nesse me contento
com o toque
do teu celular
Douglas Campigotto
um telefone toca
te procuro sem achar
o quanto me toca
mesmo
apenas seu toque
em qualquer volume
adoro seu tocar
em qualquer momento
nesse me contento
com o toque
do teu celular
Douglas Campigotto
terça-feira, 19 de junho de 2012
ANGUSTIA FOI PASSEAR
A angustia
Pediu pra ficar no quarto da razão
Eu disse que sentasse
No colo do coração
Coração pediu arrego
Pulmão logo acalmou
Estômago sentiu a pressão
Fígado viu que o corpo sofria
Fígado viu que o corpo sofria
Falou alto para seu amigo
Cérebro!!!
Pare de pensar
Angustia se levantou
E foi pra rua passear
Douglas Campigotto
segunda-feira, 18 de junho de 2012
ME AND YOU
na raiva que você me faz
na falta que você me traz
na fala que são apenas palavras
nas minhas e nas suas falhas
não sei se te quero tanto
faz bem até não fazer mais
transborda sem ter pra onde
nem pela frente nem pelas costas
nada satisfaz
o ouvido já não esconde
a boca só faz falar
as roupas que já não servem
os pratos principais
ainda quero
mas tristemente
desconheço sinceridade
nesses dias de sol escuro
falta claridade
lembro de como somos
fico pensando
acho que está ficando tarde
para brincar
Douglas Campigotto
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
DIA A DIA

Falei
Aquilo que não devia
Deixei minha agonia
E fui sair dali pra lá
Fiz uma escolha
Larguei minhas manias
Se da arvore sou a folha
A raiz quero lrargar
Um dia se tem mais
Outro a gente faz
me deixa ir pra frente
mesmo que pareça
ir para trás
me deixa
deixa ir tranquilo
me deixa no sereno
nosso mundo era pequeno
não cabia nossa paz
me deixa
quero ir com a lembrança
da mulher que já não existe
e te deixar aquele gosto
de quando ainda era rapaz
Douglas Campigotto.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
FIM DA LINHA

Na nossa frente infinita estrada
Parecia impossível atravessá-la
Decidimos seguir pelos atalhos
Vários e vários
Que nosso caminho encurtaram
Era possível ver a estrada interrompida
Podíamos ter lentamente caminhado
Mas não resistimos
Fomos pelo caminho mais rápido
Que nos levou ao fim
Chegando lá, não tinha nada
Sem chão nos pés
Nos perguntamos
Pra que tanta pressa...
Ninguém respondeu
Mas percebemos que tínhamos nos perdido
CAMPIGOTTO
quinta-feira, 26 de maio de 2011
LIÇÃO NÚMERO TRINTA

resfriado não sai no sereno
manco não corre
quem acorda cedo tarde não dorme
vai fazer prova, não tem baile
com conjuntivite não vai nadar
catapora, sem amigos
dor de barriga, antes fosse
dor de dente
não da pra comer doce
dor de cabeça não consegue falar
papo
tudo pode
pode tudo
mesmo sem poder
mesmo sem o outro entender
para você ou para mim
para tudo
com trinta
a mais ou a menos
pode sim...
douglas campigotto
terça-feira, 3 de maio de 2011
É TANTA GENTE DE TODO JEITO...

tem gente que some sem ter porque
quem nao responde com medo de acertar
quem se esconde para se achar
gente que diz sim com medo do fim
gente do contra
aquele que diz não por diversão
alguns fogem outros fingem
quem reclama da falta de azar
uns torcem outros tingem
os corajosos amam
tem quem atiça e quem sabre brigar
quem faz regime
quem sobe no ringue
quem come pra engordar
alguns sem comida
outros comidos
carcumidos
vencidos pela vontade de vencer
vivendo o pesadelo
sonhado com tanto zelo.
Douglas Campigotto
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A PALAVRA É...

diga que és minha
que eu sou teu
e somos dois
diga que me quer
e quer agora
não depois
diga que me ama
e eu te digo o que farei
direi pra todo mundo
tudo aquilo que te falei
direi que somos dois
e como dois podem ser um
direi que eu te amo
que eu te quero
e te preciso
mas de nada adiantará
tudo isso
se você não me disser...
Douglas Campigotto
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A RIMA É FÁCIL, A VIDA NEM SEMPRE.
era mais um dia de praia
garotos de sunga, mulheres sem saia
sol forte, ondas grandes, areia quente
posto 12, leblon, muita gente
areia assoviando
passaros caminhando
contraventores ao vento
um casal procura o rebento
o ambulante gritava, olha o mate
enquanto os pais procuravam por toda parte
um flanelinha do outro lado da rua
apontou algo colorido na agua turva
tudo parou naquele momento
a mãe transfigurada em sofrimento
o pai sem acreditar
atirou-se na agua para o filho salvar
o salva vidas mergulhou logo atrás
o homem havia bebido de mais
na terceira braçada afundou
só, o salva vidas voltou
será destino ou falta de sorte
a correnteza estava forte
a mulher ajoelhada
secando as lágrimas na canga molhada
tragédia no semblante
nem desconfiava porque sofria
por ela, pelo filho, pelo amante
ou pelo marido, que nada sabia
Douglas Campigotto
domingo, 27 de março de 2011
O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA...

a gente vê o tempo passando
tudo acontecendo
algo mudando
o que se lembrava logo se esquece
nos fios brancos aparecem
quem amou, do calor, do frio
tantos balões
coisas que só a idade trás
quanta saudade
encher a boca de veneno
mesmo não querendo mais
chegar aqui depois de tantos vícios
puro delírio
dentes cerrados
olhos abertos e o mundo de colírio.
Douglas Campigotto
sexta-feira, 25 de março de 2011
O ÚLTIMO VÔO DO SOCÓ

enquanto a criançada se divertia
em cima da laje, soltando pipa
um pássaro entre elas se confundia
serão intrusos pensou o pássaro
uma velha ave de rapina
nunca tinha visto aves tão coloridas
aproximou-se para ter certeza daquilo que via
a curiosidade foi sua inimiga
no derradeiro mergulho, foi de encontro ao barbante
teve uma das asas decepada, era uma tarde de sol
pouco céu, muitos ases
pescado feito peixe, num barbante, com cerol.
Douglas Campigotto
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