quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Franklin Roosevelt



Não sou o mais forte, nem o mais valente, mas numa guerra, você iria querer estar ao meu lado.

Douglas Campigotto

sábado, 16 de novembro de 2013

PROCURA-SE INTERESSADOS


num mundo de interesses não basta ser interessante

Douglas Campigotto.

PLANOS PRA COPA


Reportagem sobre planos de saúde: uma senhora de 86anos que nunca tinha atrasado uma parcela precisou ser operada, o médico autorizou, porém, foi informada que precisava ser "avaliada" por um perito do plano... e eu achando que médico era perito em saúde, mas... vai lendo que tem mais, depois de duas semanas conseguiu parar na mesa de operação, onde foi detectado que a doença já havia destruído oq podia ter sido curado, bom, a cereja do bolo é a seguinte, a filha foi informada que o plano de Saúde pode ser multado em até $100mil reais, hum... não sei oq mais me aborrece nessa história, o "pode ser" ou a "multa de R$100mil", o que mais indigna é o fato de uma senhora de 86 ir a óbito pelo descaso do plano de saúde que nunca atrasou!
vai Brasil!!! a copa do mundo é nossa!!!!!


Douglas Campigotto

CANETA E PAPEL


Não abandone jamais papel e caneta, eles não somem como fumaça da sua frente. Tenha cuidado com o vento.

Douglas Campigotto

ULTIMATE FIGHTER



As vezes fico pensando come dorme um lutador, sabendo que amanhã tem luta, como dorme um lutador? O que faz, como faz, os treinos, o que passa na cabeça de um lutador, minutos antes da luta iniciar, será que pensa, o que pensa, nas contas a pagar, na mulher, nas crianças, em como estraçalhar seu oponente?? 
Lugares lotados, por onde passa, becos e bairros, paradas e estações, gente de todos os tipos, credos, raças, lados, como será a vida de um lutador?? O que come, como come, quando come, onde, como chega até o campo de batalha, como será que dorme um verdadeiro lutador??? Na cama, num barraco, enrolado no papelão, dorme sem saber se terá condução, o verdadeiro queixo de aço, que não se rende nem a vida, nobre guerreiro, só um guerreiro de verdade é capaz de acordar sem dormir, alimentar-se sem nada ingerir, enfrentar sem parar de sorrir, como será que dorme um lutador sabendo que depois de tanto tempo, tanto treinamento depende só de si.

Douglas Campigotto

terça-feira, 29 de outubro de 2013

LIÇÃO DE VALOR

palavras tem valor
diferente de dinheiro
melhor não coloca-las umas sobre as outras. 


Douglas Campigotto

MARCA D'AGUA


Seu rosto parece marca d'agua, pra onde eu olho lá ta ele, feito máscara tatuada, em mim, só você faz assim.

DOUGLAS CAMPIGOTTO

TIPO ASSIM



saudade é tipo vento
é coisa que não dá pra pegar
é coisa que se mata
mas não dá pra estrangular

o amor virou chacota 
na mão de quem enforcou
o nada partiu em dois
e só assim se encontrou

era o nada se olhando
com tudo que tinha pra dar
um olhar que era doce
e o outro de matar

parecia martelo e foice
tentando conversar
um malvado como se fosse
um mudo querendo falar

Douglas Campigotto

sábado, 5 de outubro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

NEGUINHO DIAMANTE

cheio de vontade
cheio de vazio
cheio de saudade
quando estou com você
olho pro céu
me sinto só
cade a estrela que estava ali
a borboleta que estava ali
cade a praça que estava ali
e aquela caixa
toda aquela gente
eu quero a taça que estava aqui
cheio de Brasil
cheio de compasso
cheio de brilhantes
cade você que estava aqui


Douglas Campigotto

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

COISAS DE QUEM QUER


ninguém depende de ninguém
mas é tão bom
ter um quem 
aquele que se quer
para contar
uma coisa qualquer


Douglas Campigotto

domingo, 1 de setembro de 2013

AQUI SE FAZ, AQUI SE GASTA

a tristeza chegou com amor
o desejo foi passear
a felicidade encontrou a dor
o coração se pôs a chorar

os olhos não acreditavam
no preço que tinha custado
e o corpo foi pagando
sem desconto e a prazo

no retorno sem desejo
o corpo foi encontrado
todos queriam saber
o valor a ser cobrado

Douglas Campigotto

segunda-feira, 15 de julho de 2013

CEGO DE UM OLHO SÓ


lendo com um olho só 
sinto falta de um olhar 
que tinha sobre mim
que tinha sobre nós
sobre todas as coisas
o que mais sinto falta 
é de um olhar

Douglas Campigotto

COISAS


na coisa dita se escondem todas as outras coisas.

Douglas Campigotto

1 + 1


nessas horas que um mais um é tudo e mais um pouco.

Douglas Campigotto

DEIXE QUE DIGAM


falam de mestre 
como quem fala de mastro
de peste e pasto 
sem saber ao menos falar
divas auto definidas
galãs auto referidos
queridos ogros
e charlatões
falam de técnica
sem ética
confundem arte com astros
vara com sexo
holofotes com glamour
e há quem acredite no amor
quem sente gosto
o dissabor
intelectuais de rodapé
celebridades contruídas
formadores de opinião
se confundem
dando um nó em quem não sabe pensar
sem ao menos saber falar
mágicos, cabeças de alface
pestes necessárias
galãs, divas, intelectuais e charlatões


Douglas Campigotto

SOMBRAS DO DIA


na parede bate a sombra
no reboco e rebocador
bate sem perdão
no sofá bem sentado
o sol que arde a tarde
as paredes do barracão
na sombra deita o pasto
deita a vitrola fazendo som
deitada sobre a mesa 
de quatro
passa o boi
passa o carro
voa o avião
a parede marca o tempo
pendurada nos instantes
a sombra cobre o dia
é como brisa que passa
na dor do ventilador
na sombra da rede 
que balança pro lado de lá
na gente que fica junto
com medo da sombra
com medo de se queimar
os livros de cabeceira
hoje dormem no chão
deitados sobre o tapete 
que não aprendeu a andar
mas não sabe o que é solidão

Douglas Campigotto



segunda-feira, 8 de julho de 2013

ESQUERA OU DIREITA? RETO EM CURVAS!


são tantas as coisas
a gente acha que achou
mesmo sem ter procurado
sem ao menos ser gente
nada encontrado
achando diferente
maturidade antes
criança presente
bebendo água dos elefantes
apostólico romano ou crente

não se acha
nem passado
nem presente

Douglas Campigotto

SEM EXPLICAÇÃO



Tentar entender aquilo que não precisa de explicação, é aí que a gente se complica. 

Douglas Campigotto

A DOR QUE DÓI



A dor dói em quem sente, mas dói mais em quem toma as dores, acaba por se machucar, no tropeço do outro.

Douglas Campigotto

quarta-feira, 3 de julho de 2013

TEATRO

a gente se vira
tenta como pode
mata a saudade
monta peças
abre as pernas
fala um monte
quando se gosta 
parece que não basta.


Douglas Campigotto

terça-feira, 2 de julho de 2013

PALAVRAS, NEM TÃO PEQUENAS


palavras disparadas sem cuidado, alvejam quem não se quer acertar, e dependendo do calibre, podem derrubar.

Douglas Campigotto

domingo, 23 de junho de 2013

QUERERER


todo mundo quer quando é legal querer.

Douglas Campigotto

BAIÃO DE TRÊS


eu tava lá mais Adão 
buscando coisas pra ver
eu vi você passar 
e me botei a correr
Adão mais atrasado
também logo viu
quando eu tava chegando 
foi que Adão partiu
você fingiu não me ver
foi que Adão chegou
trazendo um olhar apaixonado 
e um ramo de flor
me vi desacorçoado
então falei coisas de amor
disse que me queria seu namorado

sem nem bem pensar 
você me retrucou
nem te conheço rapaz 
e como adoro flor
tirei meu boi do carro 
e Adão te carregou

Douglas Campigotto


sexta-feira, 21 de junho de 2013

O PAÍS PAROU


...andamos em bandos, lado a lado, marchando, éramos tantos, somos enormes, num encontro onde os presentes sabem o porque da presença, com suas diferenças expostas, sem medir danos, procurando respostas, por todos os cantos da cidade, encontrei, senhores, madames, jovens com seus gritos de liberdade, cartazes em punho, confiantes, falavam em 1 milhão, mas éramos mais, muitos mais, antes desorganizados, agora com planos, estratégias e ouvidos atentos nos escutando, olhares fulminantes antes errantes, mirando o mesmo oceano, agora com propósitos comuns, o peso mudou de tamanho, corpos marcados, pela tinta, pelo preço da passagem, pelos tributos, corrupção, saúde, educação, por tudo e mais um pouco, pela violência gratuita, de ambos os lados, dos policiais, dos abutres aproveitadores, dos transeuntes, dos delinquentes, dos repórteres, de todos os lados, dentes cerrados e muitas gratuidades, vi pais carregando seus filhos, manifestantes sendo carregados, policiais assustados, policiais malvados, gente estendendo a mão, pessoas estendidas pelo chão, sentadas, reivindicando, sua passagem, gente chorando, gente munida de raiva, cara a mostra, cara esbofeteada, inchada do gás que pairava no ar, em meio a neblina, caíam como lágrimas do céu as cápsulas das bombas de efeito, moral, quanta moral por trás disso tudo, uma coisa é certa, ninguém ali está brincando, ou quase ninguém, alguns vândalos, saqueadores, engomadinhos, anarquistas, revoltados com o sistema, alguns desses tentaram diminuir o movimento, mas são enfrentados pelos próprios que manifestam sobre o aumento, contra mais esse abuso, mais essa curra governamental, PARABÉNS aos que foram pra rua gritar por seus direitos, pra manifestar sua indignação, não tem certo ou errado, protestar assim ou assado, todo manifesto é válido, sem agressão física, claro, mas cada um sabe porque está gritando, porque está atirando, porque está com tanta raiva, cada um sabe bem, seria tão bom se soubéssemos, juntos, de tudo, do porque, porque tanta coisa errada... 

Douglas Campigotto

terça-feira, 7 de maio de 2013

CORAGEM?!


sou o corajoso mais covarde do mundo, matei um rato morto.

Douglas Campigotto

CRIAÇÃO


sem ócio a imaginação fica sem casa pra morar.

Douglas Campigotto

PAPÉIS TROCADOS


o papel principal só pode ser dado para quem sabe o valor de um papel secundário, e o contrário, deveria ser assim.

Douglas Campigotto

SAUDADES


a saudade veio passar
passou e deixou seu traço
em forte laço nos enlaçou
era tanta que deixou saudades
imenso espaço no meu tempo
disse coisas bonitas para acalmar
e me deixou
saudades de sentir
saudades de você
saudades
pode crer

Douglas Campigotto

AINDA LEMBRO


boca colada de batom
faz lembrar do vermelho
lembro do seu tom
estampado no espelho

Douglas Campigotto

domingo, 28 de abril de 2013

EU HOJE VEJO


...hoje com 32 anos eu consigo entender, coisas que me falavam quando tinha apenas um dígito de idade, consigo entender todos os tantos, mas eu tinha outros planos, planos tão bem elaborados, guardados, que esqueci ee realizar, eu queria que me falassem coisas pertinentes ao meu tamanho, mas parece que até mesmo aqueles que sabem tudo, esquecem que não sabiam, na medida que crescem.
Do meu primeiro amor, disseram para não sufocar, para dar espaço, e para jamais dizer te amo, eu não entendia, nos gostávamos tanto, antes de namorar eu já sabia que quando casasse ia sarar, mas nunca me disseram, sarar do que. Sobre Aids disseram que se não me cuidasse iria pegar, de camisinha ninguém falou. Ensinaram palavrões, gírias, folclore, coisas místicas, aprendi sobre inflação, corrupção, religião, sexo, aprendi a malandragem, ninguém nunca falou sobre paixão, sobre desejo, sobre realização.
Me pediam para acender cigarro no fogão enquanto jogavam baralho, e eu, me sentia privilegiado, invejado, ainda mais, quando preparava os cubas para tios, primos, pra quem jogava, coca cola, dois dedos de vodka e na falta ia cachaça, ali eu aprendi a esconder o jogo, deixei de ser novo, eu aprendi, não exatamente ali, aprendi inclusive a roubar, pé de goiaba, manga, ameixa, eu era a contravenção em pessoa, assaltos diários e assassinatos, tortura em série, eram sapos fritos com sal, patinhos estrangulados, gatos sem bigode, aprendi com os "melhores", nem sei mais sobre o que estou falando, eu só queria, eu queria tanto...

sábado, 27 de abril de 2013

21 IDÉIAS


Tive 21 idéias sobre as coisas mais diversas, coisas que poderiam mudar o rumo, mudar o rumo das coisas, o meu rumo por exemplo, eu não lembro de nenhuma agora pra falar, mas lembro que foram 21 porque eu lembrei de anotar, inúmeras idéias, das mais improváveis e adversas, pra mudar o mundo, anotei num caderno que carrego no meu bolso, no bolso traseiro esquerdo da calça, hoje eu vejo, vejo no meu jeans o que meu velho me ensinou, a como não ser, mas isso guardo em outros lugares, cacete, 21 idéias, eram maravilhosas, 21, o peso da alma, quantas idéias, só de tentar lembrar, vejo que eram incríveis, tinha uma, que, nossa, lembro que era fenomenal, não, não lembro dela, mas lembro que era foda, tinha drogas, bebida, era quase um funk, é, esses funks que estão rolando, sabe, hoje pra fazer sucesso, tem que ter whisky, red bull e absolut na letra, uma batida bem batida e pronto, acho que era isso, é, acho que era, uma das idéias era fazer um funk, um funk poderoso pra dominar o mundo, coisa séria, começava falando assim... porra, cadê meu caderno, cacete, sem meu caderno eu não sou nada, mas, de verdade, ou o caderno nunca existiu, ou esqueci... acho que fiz questão de esquecer...

Douglas Campigotto

domingo, 21 de abril de 2013

RIMANDO COM AMOR


o amor é uma coisinha 
que vira um monstro, 
que vira prícipe, 
vira princesa, 
o amor é uma caixinha de surpresa.


Douglas Campigotto

quarta-feira, 17 de abril de 2013

MÚSICA PRA CHICO


Era eu e você, nossos amigos ali, olhando pra nós, pequena multidão, nossos fãs tão afins, seu vestilo lilás, o mais doce cetim, era mais, a coisa mais linda que vi, a gente se abandonando, para construir, uma casa, ou até, nada demais, pra quem quer mais que mais, o meu velho jeans, que tanto te seduziu, vejo sua luz, e as vozes falando feliz, dia azul, na mesa o anel, que você me pediu e que eu mesmo fiz, ali vejo um pouco de nós, que saí sem sorrir, mas mesmo assim, lembro da gente, começando sem medo, mordendo seu dedo, te amando sem fim, começo a pensar, o que nos trouxe aqui, seus olhos respondem, seu sorriso diz que sim, foi amor, um amor improvável, entre meu jeans rasgado, e seu vestido lilás de doce cetim.

Douglas Campigotto

segunda-feira, 25 de março de 2013

CAMINHOS


A caminhada é tão solitária, então valorizo quando as estradas se encontram, quando os atalhos se cruzam, porque eu não sei onde a estrada vai dar e é tão bom caminhar lado a lado.

Douglas Campigotto

sábado, 23 de março de 2013

ASSIM SOU



Sofro feio, me apego ao medo, peço arrego
Provoco a ferida que custa curar, 
Mas que não precisa de cura, nem surra
Esquento de frio, choro de calor, peço perdão sem dever, corro parado
Dôo quando não tenho, me abstenho de mim
Digo sim dizendo não, imploro esmola, engulo sem comer, me esforço pra vomitar
Respiro de tanto chorar, prendo meu paladar, fecho os olhos pra ver
Entrego um terço, rezo sem acreditar, entro de quatro
Faço juras descabidas que já não cabem
Rabisco num traço, aponto sem dedo, mergulho no raso, nado no seco
Fumo sem saber, bebo pra secar, caio pra sacudir
Aumento meu passo, me apego ao desapego, prendo pra amar
Amo de pirraça, insisto na desgraça, peço fiado mesmo sendo de graça
Sofro sem desespero, devoro sem mastigar, leio sem ver, escuto de tanto falar
Me perco pra me achar, grito sem voz, 
Tomo o que não é meu, feliz de tão triste, choro pra arriscar,
Preciso do espaço, entrego descalço, tiro meu calço só pra me sacanear
Navego sem saber nadar, bóio nas nuvens, borro pra desenhar, respiro água
Me ponho a prova sem estudar, me trago, ardo sem queimar
Trabalho meu ócio, me encaro no parto, endireito de tanto entortar 
Posso ter medo de ir, mas não de como consegui chegar
Sou assim, de confiar idéias, de contar estrelas...

Douglas Campigotto

segunda-feira, 18 de março de 2013

1, 2, 3, TERÇOS.


Vejo a vida pelo terço inverso do avesso me desconheço pra me encontrar 
De salto alto te pego de assalto e tiro do pedestal.
Tão logo eu te vejo. 
Eu rezo pelo avesso pra poder te reencontrar. 
Um salto tão alto tenho que dar pra me conhecer ao menos um terço.
Sem reza nem berço subo num pedestal pra te achar. 
Mesmo do avesso. 
Um ou dois terços. 
Aguardo inteiro. 
Aquela não desconheço. 
Vida inversa de salto alto pronta p rezar.
Um, dois ou  três terços.

Douglas Campigotto

domingo, 3 de março de 2013

VIDA VÍVIDA


‎...a chuva que não para de chuviscar, os boêmios, velhos, jovens e bêbados se misturando nos botecos onde ainda são vendidas garrafas, os amigos que discutem sobre política, economia e nacionalismo com seus big macs em punho em frente a um Mcdonalds, as pessoas se misturam embaixo das marquises por falta de transporte, pessoas e mais pessoas, finalmente todos na mesma classe de uma nação que pede socorro, deitadas sobre papelão, outrora colchão, um cachorro passa por mim, corre desesperado procurando algo, alguém, ele acha, seu humano de estimação, um mendigo paraplégico que se locomove com o auxílio de um skate, impressionante como corria e procurava debaixo da chuva molhada, nada o importava mais que sua dupla e então eu entendo o amor, não agora, mas eu entendi, quantos passam sem entender nada, vi minha vida privilegiada sem privilégios, numa conexão sincera, tenho orgulho de conseguir enxergar com tantos chuviscos, a chuva aumenta, dois caras me seguem, ou não, na dúvida aperto o passo, passa um garoto e sua mãe o acompanha, ele está de muleta, me faz lembrar aquele cachorro, quanta potência, penso nos guerreiros que lotam seus carrinhos com latas e tão injustiçados por atrapalharem o trânsito ou rasgarem nossos preciosos sacos de lixo, deixando pra trás na nossa frente, toda aquela fortuna dispensada por onde passam, e a chuva não para...

Douglas Campigotto

VONTADE QUE VEM QUE VAI



...a vontade veio
deixei passar
a vontade passou
estávamos desarmados
não deu pra matar
e eu sou de deixar
até porque
a vontade vai
e vem
até pra quem 
não sabe esperar
não tenha pena
um dia passaremos juntos...

Douglas Campigotto

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SENTIMENTOS SENTIDOS



sentindo a dor 
provo o valor 
de não ter nada 
quando 
tudo está logo ali

Douglas Campigotto

FAMÍLIA...



...tenho uma irmã, uma pessoa que não conheço, que nunca vi, pessoalmente, não sei se quero, falo sincero, sinceramente, não sei o que espero, o que esperar do fruto daquilo que me fez tanto chorar, naquelas lindas noites estreladas que passava em claro esperando meu pai chegar, ia debaixo da mesa chama-lo, mandingas de família, que funcionavam, até porque ninguém descansava enquanto ele não chegava. Tenho uma irmã pela metade, que não ocupa espaço no meu coração, me peça ele, me peça uma transfusão, mas por favor, não reclame seu espaço num lugar onde não cabe, sua mãe me causa arrepios, de pensar, ojeriza e mal estar, somos família, és sangue do meu sangue, mas me perdoe caso nunca consiga lhe falar, prometo não ter raiva como já tive, nem lhe fazer mal, te peço paciência com minha sinceridade e compreensão com meu apelo, talvez assim, um dia apareça o amor de um irmão que lhe quer bem, mas até lá, procure a distância e desde já, te agradeço por isso Tainá.

Douglas Campigotto