domingo, 13 de dezembro de 2009

FOMOS FORJADOS


A convivência faz esquecer dos planos, a gente se joga de cabeça, sem medir, acreditando no tamanho, mas a distância provoca enganos, perdi vários amigos e entes queridos e o tempo foi passando, ainda estão vivos, continuam queridos, mas juntos, nunca mais, sem divergências ou diferenças, pelo caminho fomos ficando, ficaram uns pelos bares, vários na rede, alguns na varanda, outros pelos ares, as vezes tem encontro mas nem todos ficam sabendo, por um tempo foi dificil entender, achei que alguém estava devendo, mas entendi que cada coisa tem um tamanho e prazo de validade, que sacada, foi uma das melhores épocas da vida aquilo tudo que passamos, de verdade, mas foi.
Conciliar os amigos, amores, familiares e estranhos, é complicado, sem interesses mundanos são poucos os interessados, ninguém mais fica ligando ou procurando, uns foram se juntando outros foram separados, ninguém foi esquecido, apenas deixado de lado sem maldade ou segregação, acho que banalizaram a amizade, todos mantiveram seus planos, uns levando na sorte outros friamente arquitetados.

Será consequência de um inconsciente inconsequente, uma inconsequência consciente ou reflexos da nossa consciência retorcida?!?

Seja o que for, que seja com tesão e por amor!!

Douglas Campigotto

2 comentários:

Paloma Riani disse...

A convivência é capaz de muita coisa. Destruir, renovar, construir, descobrir, impulsionar, resignar, provocar, desesperar, inebriar, levitar, enterrar, parir...
Tudo depende do nosso mais profundo e sincero desejo. Conviver é ato de violento amor, sobretudo com o que somos e desejamos ser.

Amandita A. disse...

Gostei do que li e não só..
:)