
Respeitar a tristeza
Parar para sofrer
Luxo no lixo
Lixado, esfolado vivo
Um ente querido
Pedindo passagem
Olhos bem abertos, gulosos
Pela vida selvagem
Peca
Cheio de discórdia, amor e glória
Escurece lá fora e a gente aqui
Tentando rir enquanto chora
O equilibrio de outrora
Querendo ficar, tendo que partir
Destemido, desgarrado
Dono do mundo
Agora fraco
Pecados pagos
Dependendo dos frascos
Exames aumentam a conta
Não dão desconto
Mas trazem de volta
Faz lembrar de cada canto
De tantos e tantos
À tona
É momento de saber
Chegou a hora
Hora de levantar a cabeça
Abusar da sorte
Pensar na vida
E não no morrer.
Douglas Campigotto
8 comentários:
Olá Douglas!
Nossa, essa poesia até me arrepiou, pois hj encontrei uma pessoa mto querida q está passando por um momento mto triste e até pensou em fazer uma besteira. Vou mandar para ela seu link.
Obrigada.
ViV
Será?
a morte tem varias facetas...
morrer no plano que coexistimos, morrer para alguem, morrer para si mesmo, morrer...
o plano é não morrer!!
Um poema contundente, como tudo mais que tenho lido aqui.
Identificação total e radical...
Gosto tb da seleção de músicas que rola enquanto visito a sua página.
Abs
Fatinha
Fecho com você nesse comentário sobre as várias facetas da morte: direto ao ponto.
Uou!!!
Olá,
Parabéns pelo blog. Conheça os meus blogs:
www.imperativocientifico.blogspot.com
(divulgação científica) e
www.petalasesepalas.blogspot.com
Abraço
Rafael
Viver é como respirar, mesmo sem pensar, fazemos...
Vida se executa, com frio, com fome, com sede...com dor.
Celebrar a vida e viver para diminuir as dolorosas realidades do cotidiano das massas, da vida, de fora dos outros, ou das nossas...
Vivamos!
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