segunda-feira, 11 de abril de 2011

A RIMA É FÁCIL, A VIDA NEM SEMPRE.


era mais um dia de praia
garotos de sunga, mulheres sem saia
sol forte, ondas grandes, areia quente
posto 12, leblon, muita gente

areia assoviando
passaros caminhando
contraventores ao vento
um casal procura o rebento

o ambulante gritava, olha o mate
enquanto os pais procuravam por toda parte
um flanelinha do outro lado da rua
apontou algo colorido na agua turva

tudo parou naquele momento
a mãe transfigurada em sofrimento
o pai sem acreditar
atirou-se na agua para o filho salvar

o salva vidas mergulhou logo atrás
o homem havia bebido de mais
na terceira braçada afundou
só, o salva vidas voltou

será destino ou falta de sorte
a correnteza estava forte
a mulher ajoelhada
secando as lágrimas na canga molhada

tragédia no semblante
nem desconfiava porque sofria
por ela, pelo filho, pelo amante
ou pelo marido, que nada sabia

Douglas Campigotto

4 comentários:

betina moraes disse...

sensacional!

ColetivoSilencioFilmes disse...

eu sempre tomo mais chá do que deveria qn do te visito, mas sempre vale a pena! ;-)

sensação de violeta disse...

um drama que tb já vi.e vi de novo agora.me lembrou cordel

André Auke disse...

Bommmmm!!!
Gosto de finais assim...