
Escuto as crianças brincando na sala
elas decidem do que brincarão
ouso risadas, lembranças e latas
barraca, pirata, polícia e ladrão
descobrem um novo planeta
embarcam na nave mãe
espadas, carrinhos, caixa de papelão
em guerras, cavalos, princesa e sapo
palavras testadas
o sol que arde
completa a missão
vejo as crianças crescendo do nada
já falam da bolsa, da noite, da bossa
cidade, da roça e fermento de pão
comprando seus carros, mudando o cenário
procurando o espaço
sem nave, sem mãe
nem bicho de estimação
casados, com casa, com filhos e falhas
engenheiro, astronauta
bombeiro, artesão
martelo, maleta, pincel, compasso
girando seu laço, pintando um quadro
elevando ao quadrado
em uma nova constelação
ouço as crianças brincando na sala.
Douglas Campigotto
6 comentários:
A vida não para...
Ritmo delicioso, Douglas!
Beijo
É mesmo uma alegria: momento especial que devemos receber como um presente.
Fatinha
Que poema bom de ler! Cheguei no seu blog pelo post da Siomara no facebook. Gostei!
A forma com que vc faz a passagem nesse poema é deliciosa. Lindo!
Adorei, quero compartilhar no meu face posso???
Como faço???
Beijos
Lindo cara. Do caralho.
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