...no ônibus, vi um cego sentar ao lado de outro, cegos, eles não se sabiam, não se conheciam, não trocaram nem uma única palavra, e eu, fiquei pensando, será que eles se relacionariam sabendo da deficiência do outro, acho que sim, ao menos, até se enxergarem...
Douglas Campigotto
sábado, 20 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
LIÇÃO DE VIDA
lição número dois, aprenda a não acreditar neles.
Douglas Campigotto
PRÉ ESCOLA
Meu irmão é artista gráfico, daqueles de mão cheia, já realizou diversas campanhas publicitárias, como Devassa, em fim... seu filho, meu afilhado, puxou a vertente artística da família, vive pintando e rabiscando, seu caderno é uma alegria, cheio de cores, ele realmente é uma criança feliz e muito empenhada nos seus rabiscos, seus pais, e eu sempre que presente, induzimos ele a criar, a mergulhar
no lúdico... um dia na escola, que se chama, Algodão Doce Colorido, em São Paulo/SP, onde estuda com sua irmã de 2anos, ele abriu o caderno para mostrar a lição de casa, a professora, bruscamente, tirou o caderno de sua mão, o olhou nos olhos e num tom agressivo, disse que o caderno do menino estava horrível, que dava vontade de jogar no lixo.
Jogar no lixo?!?!?
Gostaria de entender que didática é essa, de onde vem essa pedagogia???? É esse o procedimento, o tratamento que uma criança de 5anos merece ter do seu educador, tenho certeza que não.
Acredito tratar-se de uma pessoa desequilibrada, que não deveria exercer a função que exerce.
Dê ouvidos a fala de uma criança e nunca o proíba de ser, criança.
Jogar no lixo?!?!?
Gostaria de entender que didática é essa, de onde vem essa pedagogia???? É esse o procedimento, o tratamento que uma criança de 5anos merece ter do seu educador, tenho certeza que não.
Acredito tratar-se de uma pessoa desequilibrada, que não deveria exercer a função que exerce.
Dê ouvidos a fala de uma criança e nunca o proíba de ser, criança.
DOUGLAS CAMPIGOTTO
PROIBIÇÕES
Douglas Campigotto
POSSO TUDO
Douglas Campigotto
PALOMA
Douglas Campigotto
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
HEBE CAMARGO
grama, porém, sei do seu valor, tamanha doação, as vezes gravo uma pequena cena e volto pra casa exaurido, não é fácil viver na frente das cameras, se manter inteiro, íntegro, as luzes deixam vários senis, faz acreditar, tanto, que a pessoa some dentro de si, Hebe nunca sumiu ou sumirá, dificilmente aparecerá outra para substituir seu lugar.
Descanse em paz gracinha!!!
Descanse em paz gracinha!!!
Douglas Campigotto
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
AMOR E ÓDIO
Douglas Campigotto
SOMOS TODOS IGUAIS
Douglas Campigotto
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
MUHAMMAD ALI
Douglas Campigotto
terça-feira, 18 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
FERNANDA YOUNG
não se precoupe em esquecer meu nome, as vezes nem eu sei quem sou, preocupe-se em lembrar quem é você, esse, conheço muito bem.
Douglas Campigotto
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
AMOR MEU GRANDE AMOR
posso dizer que te amo
posso dizer que te odeio
apesar de não falarmos a mesma lingua
são só palavras...
Douglas Campigotto
posso dizer que te odeio
apesar de não falarmos a mesma lingua
são só palavras...
Douglas Campigotto
DONALD TRUMP
Douglas Campigotto
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
VÔMITAÇÕES VERBORRÁGICAS
a Lua sempre cheia
cheia de nada quando some
o Sol que brilha pra esquentar
as estrelas que brilham até morrer
o Universo de camarote
vendo tudo acontecer
quem diria
as nuvens abaixo disso tudo
acima da gente
o tempo que só passa, só
Douglas Campigotto
DE NIRO - SOBRE SER ATOR
DOUGLAS CAMPIGOTTO
LOUCURAS
ser louco não desqualifica ninguém, ao menos aquele que sabe o que fazer com sua loucura.
Douglas Campigotto
Douglas Campigotto
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
PELO NÃO PELO SIM
Douglas Campigotto
terça-feira, 14 de agosto de 2012
VEZES MIL
as vezes da uma saudade de dizer eu te amo
as vezes da vontade de beijar
então eu beijo, eu abraço
mas não amo
as vezes
Douglas Campigotto
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
BOTECO
Na mesa do bar
Não te encontrei
Não vi ninguém
Com o garçom
Fiz confissão
Na mesa do bar
Com meus amigos
Chorei amores
Joguei com a sorte
Perdi a mão
Já fui traído
Já fui ferido
Brinquei com a morte
Sofri de paixão
No fundo do copo
Te procurei
Não te achei
Caí no chão
Não te esqueci
Eu me perdi
Te peço perdão
PASSARINHO BEIJADOR (releitura)
tadinho
passarinho
acho que era
um beijador
não percebeu
ingênuo
era de plástico
passarinho
acho que era
um beijador
não percebeu
ingênuo
era de plástico
sua flor
partiu
sem ganhar um beijo
levando no peito
um punhado de dor
tadinho passarinho
ingênuo e sonhador
partiu
sem ganhar um beijo
levando no peito
um punhado de dor
tadinho passarinho
ingênuo e sonhador
Douglas Campigotto
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
TANTA COISA
Douglas Campigotto
quinta-feira, 26 de julho de 2012
REMENDOS
um ponto se abriu
vimos pela costura
um retalho infantil
entre a carne dura
olhando agulha e fio
foi fácil entender
porque partiu
esquecemos de coser
SURPRESA
Douglas Casmpigotto
segunda-feira, 23 de julho de 2012
TALENTOUS
Douglas Campigotto
sexta-feira, 20 de julho de 2012
EU
Douglas Campigotto
SAUDADE
dentro do metro
um telefone toca
te procuro sem achar
o quanto me toca
mesmo
apenas seu toque
em qualquer volume
adoro seu tocar
em qualquer momento
nesse me contento
com o toque
do teu celular
Douglas Campigotto
um telefone toca
te procuro sem achar
o quanto me toca
mesmo
apenas seu toque
em qualquer volume
adoro seu tocar
em qualquer momento
nesse me contento
com o toque
do teu celular
Douglas Campigotto
sábado, 14 de julho de 2012
CORRE"DORES"
...no corredor esperando por um leito, enquanto babava, entre enfermos, enfermeiras e muita gente de contas pagas, tendo que passar por mais uma prova, sem poder se jogar fora, sem poder, pacientes terminais olhavam para o nada, como que vissem uma passagem pra fora dali, de si, qualquer coisa menos o agora, com luvas infladas feito bola, não é possível brincar, aos pouco fui entendendo, calcanhares esfolados de tanta cama, bolha de sangue, entendi a sonda, vi o sebo, convivi com a murrinha, e aquele cheiro, o hálito que já não enjôa, ojeriza de outrora agora me faz pensar, um pensamento triste, não há nada de prático numa hora dessas, muitas práticas, táticas do jogo. Até hospital tem seus parasitas, seus hóspedes ilustres, os habituês, na cadeira de rodas sondava quem ia passando e indagava na medida que sua desconfiança crescia, "tem um pacote de bolacha aí?!" alguns diziam que ele havia quebrado a própria perna, é rir pra não chorar, tanta miséria, tantos guerreiros, tantos, vejo Lulas, Josés, Reinaldos, ovacionados como bravos, saibam que Antonio é foda, comeu pão sovado, feito rato, num canto, ele e tantos, bons, mas sem os melhores acompanhando, sem dignidade, implorando por exames, de cabeça raspada, costurada, no fio na navalha, de fraldas, punk! Nada de colorido, nem o lençol, apenas as feridas, expostos, fracos, empilhados numa sala, um feixe de sol entra, mas o frio não passa, sorte de quem vai, sofre quem fica, pena de quem tenta, mas não consegue partir, passar de porta em porta, ver gente boa, gente má, maltratada, magra, sem afeto, com expressão de nada, gente velha, gente nova, gente, uma garota que aparenta 13, outro acabou de casar, o gigante, vizinho de quarto, alemão, só faz esperar, os gemidos de dor são uma sinfonia dispensável, para quem escuta, pra quem sente é necessário, uma alívio temporário, as vezes imaginário, um alento em meio a tanto sofrimento, os sorrisos desaparecem a medida que as luzes se apagam, alguns poucos conseguem descançar, é então que constato, que a tristeza sabe falar...
Douglas Campigotto
AVÔA PAPAI AVÔA
Meu pai está morrendo, nesse exato instante, enquanto escrevo, ele morre um pouco, não é possível fazer mais nada, nesse momento, seu cérebro, do tamanho de uma maçã, cresce o tumor, começou no reto, por caminhos tortos, tortuosos, no pulmão se instalou, como se viajasse através do ar, encontrou na garganta um lugar pra morar. Aos poucos foi expandindo seu território, dominando aliados próximos, não podíamos imaginar, uma doença tão voraz, com nossas poucas defesas foi violenta, de forma abrupta, sem pedir licença, conquistou o cérebro, que está sucumbindo a sua presença, o topo da pirâmide foi dominado, onde a ajuda não pode chegar, agora todos esforços são em vão, devagar e de forma silenciosa, derrubou esse touro, foi certeira, cabeça dura não pode com essa doença traiçoeira, nossa última esperança, depois de muitos coices, olés e espetadas, chegou a hora, o touro não enxerga mais nada, evacua na hora errada, já não fala, não sabe se o hoje é o agora, nem porque chora. A pouco contava causos, com um pé na morte, nos fazia morrer de rir com suas piadas infames, que ironia, de vista vendada, as lágrimas escorriam em câmera lenta, como se nos dissessem, não mereço, não fiz nada... Ninguém fez meu pai, ninguém, nem eles, nem nós, nem você, nem eu, fizemos o que dava, vivemos vendados por nós e por tantos, aos trancos e barrancos nos entendemos, tive que te odiar pra te amar, crescer pra te entender, te conheci no leito, um pouco antes talvez, naquela inesquecível viagem que mudou nossos rumos, sempre soube que era o mais forte, sempre, o mais rígido também, mas, nunca imaginei que de você viesse toda minha pirraça, mamãe contagia, mas você, nostalgia, leva na graça... na grosseria, no medo, na raiva, esses eu conheci bem, que o diga, seu vizinho de quarto, que com a enfermeira faltou ao respeito, e você mesmo sem conseguir abrir os olhos, esbravejava, os presentes o admiraram por falar o que todos queriam, mas ninguém falava, terminou o sermão dizendo, "e se você não se desculpar agora, levanto daqui e te encho de porrada!!!", detalhe, estava com as pernas praticamente atrofiadas, vai vendo... Baixinho, parrudo, enfezado e engraçado, mil histórias, mil faces, mil coisas, acho que não vai dar pra conhecer todos “você, perdemos algum tempo ali atrás, ah se o tempo pudesse voltar pra gente dar novas cabeçadas. Se tiver que ir, vai em paz, chega de sofrer, leva meu amor, perdão e gratidão, nos vemos ali na frente, em outro ano, em carne, osso, em nada, alma penada, de diferentes tamanhos, amo você.
Douglas Campigotto
Douglas Campigotto
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