domingo, 19 de julho de 2009

FAZ ZUM-ZUM E MEL


NÃO DA PRA SER ALGO
SEM SER O QUE FOR
SEM SABER O QUE FOI
DE REPENTE PARTIU
ERA SEU BRIO CARREGADO DE AMOR
CONQUISTAS QUE SE PERDEM
NA ESCALDA DO RECONHECIMENTO
FICAM AMIGOS, AMORES, QUERIDOS
TODOS AO VENTO
LOUCOS PRA TE VER, TE ENCONTRAR
SOLTOS
COMO A CHUVA
SEM GAROA, SEM GAROTAS
CHOVENDO
CHUVA GROSSA
MOLHANDO O SENTIMENTO
ARDENDO
OS OMBROS PENSANDO
É O TEMPO
NÃO PESA O INVERNO
NEM NO SERENO
PESA O PENSAMENTO
ESTANDO OU NÃO
VOCÊ VENDO...

Douglas Campigotto

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O QUE SERÁ QUE SERÁ


MUDAR É COMPLICADO
CRESCER É DOLORIDO
AMADURECER É PENOSO

O TEMPO É CRUEL
ESCOLHER É DOLOROSO

MAS APOSTO FORTE

SE NÃO FOR NA FÉ

SERÁ NA SORTE!


Douglas Campigotto

sexta-feira, 10 de julho de 2009

BOSSA NOVA E ROCK´N ROLL


A INSEGURANÇA DANÇA COM A CERTEZA
COM FRIEZA
ELAS DESLIZAM EM PERFEITA HARMONIA
COM PASSOS TÃO LINDOS
QUE FAZEM DOER...

Douglas Campigotto

domingo, 5 de julho de 2009

COTIDIANO


PLANANDO SEM PLANOS
PRAGUEJANDO AINDA MENINO
PLANEJANDO
ASTUTO, REBENTO, SEM NINHO
ESCONDE-SE DA SOMBRA
NA SOMBRA DA ASA
FALA POUCO, E QUANDO CALA
VÔA EM SEGREDOS
PRA POUSAR NO DESTINO
E A PERGUNTA QUE ECÔA
MESMO SEM SABER
O QUE FAZER COM QUE SE SABE
QUANDO NO CORPO NÃO MAIS CABE


Douglas Campigotto

quinta-feira, 2 de julho de 2009

SEM PLANOS


CÂNCER, PARKINSON, ALZHEIMER
SERIAM APENAS NOMES
MAS CARREGAM O PESO
O PESO DE UM SOBRENOME
UM ALGO QUE NÃO SE ESCONDE
CAMUFLA ENQUANTO DÁ
DIZ QUE NÃO ESTÁ
E LOGO A CONSTATAÇÃO
NÃO VAI CURAR
NÃO VAI SARAR
NENHUMA AÇÃO, ORAÇÃO OU OPERAÇÃO
AGORA BASTA
BASTA?

Douglas Campigotto

terça-feira, 23 de junho de 2009

CORPO E ALMA


A boca fala, do que o coração esta cheio
O sentimento cala, se não é verdadeiro
O corpo paga por nossos erros....

Guiomar Campigotto/Douglas Campigotto

terça-feira, 16 de junho de 2009

PRÁTICA


DIZER QUE É FÁCIL PARA ENGANAR O FATO
É PRÁTICO
RÁPIDO DISFARÇA O PRATO
UM SIMPLES DISFARÇAR
PÕE DE LADO O QUE CONSOME
TIRA AS PROPIEDADES
FALCIDADES QUE RELATAM
PRATOS CHEIOS DE MALDADE
OLHOS TRINCADOS
BOCA SECA
NADA EM SEU NOME
FAZENDO NADA EXALTA O ATO
IGUAIS OU SEMELHANTES
NO MORRO OU ASFALTO
EM QUALQUER PARTE
ÓDIO NO SEMBLANTE
A SETE PALMOS OU NO ALTO
TREME A MESMA TERRA
FECHA O TEMPO
REPETEM-SE OS ERROS
APENAS MUDAM AS ERAS
UM RITMO INDECENTE
CRIANDO COISAS
ESQUECENDO PLANOS
PERMANENTEMENTE
DEIXANDO DE LADO
O QUE INTERESSA
NÃO É DINHEIRO
É O VERDE
A TERRA
O AMOR
A GENTE...

Douglas Campigotto

quinta-feira, 11 de junho de 2009

NÓS


Pela primeira vez me entrego por inteiro
Num balanço verdadeiro
Um parque cheio de emoções
Risos, montanha russa, carrossel, balões
Estar com você é assim
Tiro ao alvo, pescaria, roda-gigante
Num sobe e desce
Num vai e vem
A gente roda pra parar onde estava
De joelhos na cozinha gelada
Fazendo coisas
Falando outras
Pois de alguma forma
A gente já sabia que amava

Douglas Campigotto

quarta-feira, 10 de junho de 2009

SEM PLANO


Lá do alto foi caindo
Tentando se segurar no que dava
Misturando-se aos escombros
Percebeu como estava
Cheio de hematomas, rolando pela escada
Que tombo!
Ficou lá um tempo estatelado
Esperando passar
Achando que não daria em nada
Mas esqueceu
Esqueceu que a dor maior não vem da queda
Vem da ferida
As vezes nem o tempo cicatriza
Com que cara ele diria?
Levantou-se resmungando
Sentindo um peso nos ombros
Alguns barulhos fazia, enxugando as lágrimas
Cheio de dores foi se recompondo
E ficou com aquela cara
Cara de cachorro sem osso
Sabe?
Aquela cara de ator quando fica sozinho...

Douglas Campigotto

sábado, 6 de junho de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

VOCÊ É MEU LANCE


Me espera no teu sonho que eu chego já
Por favor
Me espera
Não vá morrer na minha frente
Viraremos algumas ainda juntos
Antes de trocar de cama
Dai vamos embora
Esse é o plano
Sem choro
Sem manta
Colocar a melhor roupa
E encarar a vida de vez

Douglas Campigotto

quarta-feira, 20 de maio de 2009

NADA MUDA TUDO


De quinta a domingo quanta coisa muda
As cores, as dores, o muro
Acordar tarde, falar dos ares, gesticular muito
As histórias sobre marte
Ficar dias mudo
Falar sem palavras
Muda tudo
O filho vira pai
Sem gozo
O casal se desfaz
Um irmão chora, o cachorro adormece
A mãe se vai
O mato d
esce, as árvores caem
As ondas vem e vão
Mudam-se os interpretes
Os artilheiros
Os instrumentos, os utensílios
Muda tudo

De feliz a carrancudo
As unhas crescem, cravam no mundo
Arranhões que custam a cicatrizar
Tempo há de abrir para fechar
Inverno, verão, outono
Primavera
Carnaval
Reveillon
Copa do mundo
Em menos de um segundo
Tudo muda
Muda tudo...

Douglas Campigotto

segunda-feira, 11 de maio de 2009

E POR AI VAI...


Estar por ser
Ficar sem ter
Permanecer sem parar
Conseguir sem querer
Coisas simples
Ser sem estar
.
Douglas Campigotto

sexta-feira, 1 de maio de 2009

DIA FRIO


Na cama de alma acesa, o dia encanta, o sol chamando pra brincar, entre um toque e outro, toca o telefone, notícias chegam, continua o embalo, o corpo não pára, no enrosco da saia, ao pé do ouvido com os olhos gulosos, dizendo que ama enquanto levanta, é coisa de vanguarda.
Pensamentos nobres, sentimentos pobres, misturam-se entre a fumaça que já não disfarça, ecoa lá dentro, viagem é coisa séria, vem à tona desejos, detalhes, anseios, revelam-se as mazelas, provocando a loucura do outro, egoístas, afetados por tão pouco.
Falando sem saber a hora, escorre pelo rosto, pelo peito, pela boca as faíscas viram fogo que queima, olhando em volta, quanta coisa não jogamos fora, a fumaça atrapalha, de um jeito tímido colhemos nossos restos sinceros, juntamos algumas tralhas, deixando de lado as migalhas, pensando no que sempre fala: pra sempre!, ou, até o fim.
Aos poucos o fogo passa, ainda restam brasas, mas já não há fumaça.

Douglas Campigotto

segunda-feira, 27 de abril de 2009

NÃO SE AFOBE NÃO QUE NADA É PRA JÁ


To indo! Sem saber pra onde, como ou porquê, estou querendo, ando querendo tanto, estou com calos nos pés, mas já não doem, a cada passo quero mais, mas não sei o que, nem onde, nem de onde vem essa vontade, essa ânsia, mas quero e quero muito, e se de repente você estiver de bobeira, aparece lá, talvez lá estarei, se não estiver, estarei logo ali, não sei ao certo onde lá é, mas... Não deve ser difícil de achar com o tanto que já sei, e como a gente sempre ta indo, mesmo não sendo logo ali, o lá logo chega.
Fui...

Douglas Campigotto

sábado, 25 de abril de 2009

VAI E VEM


FINGE TRANQUILIDADE E SENSO DE HUMOR
DIZ ESTAR BEM MAS SOFRE DE AMOR,
CIÚMES DA SOMBRA
PARECE POGRAMAR TUDO O QUE FAZ
COM UMA HABILIDADE INCRÍVEL DESFAZ
SAI PELA CULATRA
IDÉIAS PENSAMENTOS IMPROVÁVEIS
PALAVRAS QUE NÃO AJUDAM EM NADA
FICA LONGE, FUMA DEMAIS, FALA O QUE DESEJA
ACONTECE O QUE NÃO QUER
NINGUÉM FICA CONTENTE NESTA DISFUNÇÃO
ENTRE HOMEM E MULHER
DIFÍCIL MANTER, ENCONTRAR EQUILÍBRIO
INCOMODA ESSA SENSAÇÃO, SINTO CULPA SEM TER
DEVE SER O MESMO COM VOCÊ
NÃO EXISTE RAZÃO
CERTO OU ERRADO
TORTURAMOS NOSSO SENTIMENTO
PONDO A PROVA A RELAÇÃO
TÃO MAIS FÁCIL SERIA DESISTIR DA CONTRAMÃO
RESISTIR É O PECADO
SOMOS AMIGOS, AMANTES, IRMÃOS
A VIDA SEGUE
PENSAMENTOS INVADEM E O CORPO PADECE
NADA É VELADO, NEM ESTÁ ESCONDIDO
SOLTE O VERBO
SOMOS TÃO TRANSPARENTES
DE NADA DUVIDO, MAS TUA DÚVIDA NOS PERSEGUE
COLOCA A PROVA, IGNORA O QUE SENTE E NÃO CEDE
LONGE DO LEITO ADORMECE
EM PAZ
PROFANA O SENTIMENTO
SEM SABER, ATROPELA O QUE PENSA
FAZ DIFERENTE DO QUE COSTUMA FAZER
EXPERIMENTA A DOR
GENTE DESCONFIADA QUE PARECE PREFERIR SOFRER
CHEIA DE ACHISMOS ENTERRA O PRESENTE
ABALA A ESTRUTURA
SEUS TEMORES SÃO PIRATAS EM NÓS
NEUTRO ENXERGO O AVESSO
QUE FAZ PENSAR...

Douglas Campigotto

quinta-feira, 23 de abril de 2009

INFINITIVO


SEM NOSSAS DORES
POUCO TERÍAMOS PRA CONTAR
NÃO HAVERIAM AMORES
NÃO HAVERIA O QUE LEMBRAR

A TRISTEZA NO AMOR
A VONTADE DE SABER
DE PROVAR ESSE SABOR
MESMO SEM QUERER


A DELÍCIA DE SER
DE APRECIAR O TORPOR
O SOFRER POR SOFRER
COMO SERÍAMOS SEM A DOR


Douglas Campigotto

segunda-feira, 13 de abril de 2009

DETALHES


- Te digo sem titubiar, que esse foi o ocorrido
Porque não correu pra casa
- Quis correr na praia
Mas pensei...
pensei tanto que acreditei
- Acreditou em que?
Naquilo que achei
-Mas nem sabia o que era
Olhando parecia ter gosto
- Provou?
Fiquei com medo do desgosto
- Eu degustaria
Como?
- Como sempre!
Então prova
- Provei as coisas que fiz
Contou meias verdades
- Minha verdade contei,
a verdade verdadeira,
em nenhum momento
aquela que está só no pensamento...
.
Douglas Campigotto

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ARREDUNDANTE


Essa semana foi cheia, Arnaldo Antunes num dia no outro Domingos de Oliveira
Olhando esses talentos de perto, tento ter coragem de dizer que também sou poeta mas me sinto uma topeira, com bagagem mas sem eira...
Olho no olho, esperando meu momento, aguardando a beira
Não é bom nem ruim é o que é, o que há, é o que tem
Será assim a vida inteira?
Rimando com baboseiras, no infinito do infinitivo, divagando sobre asneiras.
De futebol que não será, já nem gosto mais, no Rio é fut"i"bol, no Paraná é futéba e por ae vai, mas não tem problema pois o jogo é o mesmo, e aquele time de verde em qualquer lugar é o Palmeiras. Nada haver com a árvore, caso contrário seria Palmeira.
Hoje decidi entrar na academia, paguei o primeiro mês e posso fazer tudo lá dentro, yoga, alongamento, musculação, boxe, tem uma aula que são 45 minutos de bicicleta e 45 de esteira.
Não quero ficar forte ou bonito até porque eu já sou, ao menos é o que minha mãe até hoje diz
Mas vai que derepente eu fico, não to dizendo que isso é uma coisa que eu queira, mas se continuar puxando peso não enxergo de outra maneira
As vezes da uma saudade de casa, daquele tempo que escovar os dentes e lavar as mãos eram as unicas condições. Ficávamos o dia todo inventando jogos, desciamos com carrinhos de rolimã pela ladeira, futebebol na rua, íamos na cachoeira, pique-esconde, escalávamos a pedreira, que ficava muito próximo da minha casa, isso sim era brincadeira!
Lembro que era na época do Macgyver aquele que inventava qualquer coisa com um clip, um apontador ou uma lapiseira e quando chegávamos em casa afoitos pelo lanche, mamãe gritava lá de longe não molhem o banheiro, cuidado com a torneira e nem pensem em encher a banheira.
Nostalgia pura.
Vontade de voltar a ser criança, do colo, da mamadeira, saudades da infância, de lavar o carro e brincar com água da mangueira, correr, pular extravazar com a turma da vizinhança, vinham crianças da rua inteira.
Tinhamos tantos pés de frutas: pé de limão, de caqui, ameixas, uma figueira e uma macieira
Tinham também alguns animais soltos em um terreno ao lado de casa, um cavalo, um bode, alguns galos ou galinhas nunca saberei ao certo, tinha também uma vaca, era tão magra, acho que não era leiteira.
Mas a vida segue, e os trilhos da vida te levam por caminhos tão distintos, tantos lugares, tantos amigos, tanto trabalho, não foi fácil nem sofrido mas já foi.
Já fui frentista de posto, enchendo o tanque da turma inteira
Trabalhei de ajudante de pedreiro tirando cimento da betoneira, aquela máquina que mistura o cimento
Trabalhei em marcenaria fazíamos qualquer coisa em madeira, eu sempre tive muito jeito com essas coisa manuais, lixadeira, furadeira, parafusadeira, não posso ver um parafuso solto, eu nunca esquecerei do dia que fiz sozinho uma mesa com quatro cadeiras
Em hotel trabalhei na recepção, mas não tirava os olhos da camareira, alguns a chamavam de arrumadeira, pouco importa como a chamavam, ela estava sempre tão faceira, e até hoje penso que fim será que levou a mineira?
Trabalhei em loja de peças para carros, as peças tinham muitos nomes engraçados, virabrequim, repimboca, ponteira, mas o diferencial desse trabalho eram as vizinhas, duas velhinhas alcoviteiras, que moravam no andar de cima, alguns diziam que tinham sido freiras, vai saber, hoje em dia se você pegar uma réplica de qualquer produto na mão, uma bolsa por exemplo, não saberá qual a verdadeira.
Já fui garçom mas não deu certo, dizem que advogado é malandro, você já conheceu algum garçom?? Esse pessoal sim, que gente ligeira. Como não deu certo na bandeja, acabei indo pra trás do balcão, virei barman, trabalhei em diversos bares, aprendi diversos drinks até o dia que comprei uma coqueteleira e o céu foi o limite, quanta festa quanta zueira...
Hoje sou ator e porque não dizer poeta, preciso parar com esssa besteira, não sou Domingos, Chico, nem Buarque nem Anysio, Vinicius, Glauber, Fernando, Arnaldo, Cazuza, Jô Soares, Parreira, mas se esses fossem os escolhidos para seleção adoraria passar nesta peneira, também tenho uma história veradeira, que quando olho pra trás e vejo os caminhos que trilhei, fico de bobeira.
.
Douglas Campigotto

PARA O ALTO E AVANTE

QUERO - QUERO


Quero mais perder tempo em ti
Eu te amo onde estiver
Fases não passam, são passadas
Tirando casca das feridas
Te quero sempre
Não, presa nos meus versos
Presa dos meus versos
Distraída se diz traída
De qualquer maneira
Que dure a vida inteira

Douglas Campigotto

terça-feira, 31 de março de 2009

MESA PRA DOIS


...na mesa um cálice de vinho qualquer.
está me mandando ficar quieta?
- não, mas cale-se quando quiser...

Douglas Campigotto

segunda-feira, 30 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

DE SOL A SOL


Sentado nem posso dizer
em pé já é difícil de enxergar
o próprio adultério
levado tão a sério
logo deve mudar
assim espero
felação, sacanagem
esfoliação, libertinagem
pois tudo está mudando
o clima, as ruas, as relações
os animais, os seres humanos
onde me encaixo
mudaram os hábitos
nem frutas como mais
em outros lugares muito menos
todos destilando veneno
janeiro, março, julho, novembro
atravessando o tempo
éramos menos
hoje somos tantos
ricos, pobres, felizes, doentes
ariscos, ramelentos
soltos ao vento
sacos de cola
aprendendo
seguindo a mão da vida
indo na mão contrária
longe da escola
desconhecem qualquer obra literária
indagado, não soube responder
pediu uma esmola, com discursso pronto
estou três dias sem comer
indagado sobre religião
olhou em volta, sorriso de canto
respondeu com verdade
como a tempos não fazia
minha religião é a rua
indagado sobre família
escondeu o sorriso
respondeu sem nenhuma malícia
meu pai é a noite e minha mãe é o dia.

Douglas Campigotto

domingo, 22 de março de 2009

OLHARES


fulminante
os olhos enganam
mostram muito mais do que os próprios querem ver
olhar pra baixo é cabisbaixo
não sinto vergonha
girando em círculos
pareço apaixonado
são curvas interminaveis
pela fresta fico espiando
atento, atentado
olhando pro nada, parecendo alienado
pensando, pra cima
pro meio fico vesgo
e pro lado
meio desconfiado.

Douglas Campigotto

sábado, 21 de março de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

PALPITAÇÕES


implora ironia
cedo, tarde, noite
ou dia
sempre vem
as vezes tardia
tremedeira
de pensar taquicardia

Douglas Campigotto

quarta-feira, 18 de março de 2009

FLY AWAY


Falar sem saber
Agir sem pensar
É voar sem asas
O azar é que a queda não mata

Douglas Campigotto

terça-feira, 17 de março de 2009

TIC - TAC

saí da sombra
tentei o reflexo
virou uma bomba
um algo complexo
sem fios nem cores
emaranhado de idéias
sentimentos e amores
bomba relógio
passo por lugares
do amor ao ódio
num piscar de olhos...

Douglas Campigotto

segunda-feira, 16 de março de 2009

domingo, 15 de março de 2009

MÁSCARA


É incrível a capacidade que temos para mascarar nossos sentimentos, seria perfeito se possuíssemos a mesma artimanha para enfrenta-los.

Douglas Campigotto

quinta-feira, 12 de março de 2009

SENTI NELA


Sinto nela um porto seguro, um lugar onde ser quem sou, alguém que me escuta, entende, ajuda e nunca fica em cima do muro.
Linda de corpo e alma, do seu lado um minuto dura horas.
Maravilha de mulher, espontânea, divertida, companheira.
Na dor e na delícia, coisa boa, tão gostosa, adoro teu colo e caricias.
Não preciso gastar seu nome, só que és minha PERPLÍCIA!!!!

Douglas Campigotto

quarta-feira, 11 de março de 2009

VIAGEM SEM VOLTA


Onde passo tem um cheiro
O que sinto tem gosto
Estamos todos fudidos
E ainda nem chegou agosto

Punhados de alegria guardados em uma caixa
A chave não encontro
Em um canto me escondo
Faço a forca de uma faixa

Não aceito o que foi imposto
Será esse o caminho sensato
Sem burocracia
Me livro de todo e qualquer encosto

Invento, tento
Pareço mil
Envelheço pelo tempo
Ou acabo com esse dia frio

Douglas Campigotto

segunda-feira, 2 de março de 2009

INSTINTO ROUBADO


Quando a vida te pega de assalto
Coloque as mãos para o alto
E deixe rolar
Deslize no inconsciente
Pense, repense, ature, não tente
Nada vale mais que a vida
Mesmo que assaltada
O negócio te persegue
Para onde olha lá está
Mas é assim a vida vivida
A gente cai, machuca, levanta
Sem perceber cura a ferida
E já não há quem odiar.

Douglas Campigotto

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

domingo, 22 de fevereiro de 2009

VERSO LIVRE...


A LIBERDADE TEM LIMITES
COMO DISSE SCHOPENHAUER
"A PRIMEIRA OPÇÃO É SER NADA
A SEGUNDA É MORRER"
A OPÇÃO DA LIBERDADE É SER LIVRE
MAS ATÉ PRA SER LIVRE
PRECISA-SE DE UMA ROTINA
A RESPONSABILIDADE DE NÃO TER ROTINA
PRA VIVER A VIDA
CONSCIÊNCIA
EM QUALQUER SITUAÇÃO
VIVER É A SINA
LIVRE
DO PENSAMENTO, DE ALUGUEL OU DA RELIGIÃO.

Douglas Campigotto

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ESTAR...


por que?
sempre quando a gente acha que está tudo bem
aparece esse bem, e numa simples frase
deixa tudo mal?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

EU?


Meu lamento é não poder ser eu sendo Eu
As vezes tenho que ser outro
Um Eu modificado, lapidado, sem arestas
Aprendi a forjar
Um Eu para os outros
Com muitas ranhuras, espinhos e ataduras
Tipo rosa não
Tipo cactus, ouriço, porco espinho
Um Eu de carapaça, posto a carapuça
Armado de armadura
Crescendo, obedecendo ao tempo
Eu e a vida estamos daquele jeitinho
Ando incomodando-a pouco
Ela segue vivendo e quando me alcança o Eu corre
De que jeito seria
Só assim o Eu quase morre

Douglas Campigotto

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

PROFUNDO


Todo dia acordo de pés no chão
Esperando um gozo teu
Nos desentendemos no entendimento
Nos entendemos por nada
Te faço rir de tanto chorar
Teu riso frouxo quase me mata
Metade do tudo que tenho é metade do tudo teu
Não passa
Por ti nem por mim, por lá
Mergulhemos fundo
Ofegantes quase sem ar
Não se afogue não que o gozo vem já...

Douglas Campigotto

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"QUARTO DA CASA"


Ao som das batidas
Tudo começa
Com alguns pássaros e insetos
Logo, outros animais começam a cantarolar
Cada um do seu jeito
Iniciam a sinfonia
Acompanhado de uma marreta
Plam, plam, plam, plam...
Vou entendendo a música
Os sentimentos mudam
Barulho? Já não é mais
Acompanhado de uma ponteira,
com pequenas marteladas aceleradas
Pic, pic, pic, pic, pic ,pic, pic, pic, pic, pic...
Sem sair do ritmo, o serrote entra
Marcando o tempo
Preenchendo os intervalos
Roc, roc, roc, roc, roc...
Lá de longe um som amplificado pelas cigarras
O esmirilhador se confunde junto a natureza
Frimmmmmmm, frimmmmmm, frimmmmmmm...
Misturado ao som da caixa d´agua que transborda
Segue uma lixa, que não cessa
Xiiiii, xiiiiiii, xiiiiiiiii, xiiiiiii, xiiiiiii...
Já nem sei mais, se quero trocar de estação.

Douglas Campigotto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SENTIDOS...


Os olhos tocam
As mãos veêm
As palavras tem direção
Com ou sem os pés no chão
Tudo é velado
Quase escondido
Um segredo descompromissado
Entre alma, corpo e espírito
Quando sente
Mesmo despreparado
Até um grito
Torna-se bonito
Se for dito com o coração...

Douglas Campigotto

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SER APENAS SER


Já fiz muito mal
Já fui bandido
Da minha consciência
Fui banido
Solto desvairado
Maluco desprovido
Andando no muro
Estacionando perdido
Deprimido, quase rouco
Na verdade, sem palavras
Sem comer
Sem comida
Na mão um punhado
Nada que satisfaça
Apenas uma porção
De mágica ultrapassada.

Douglas Campigotto

PARA VOCÊ...


Você é o tudo!
Aquele tudo que a gente pensa nem mais ter
E quando percebe ta tudo ali
Te amo por tudo
Meu tudo.

Douglas Campigotto

domingo, 25 de janeiro de 2009

SUPERFÍCIE ÁRIDA


O raso é um marasmo profundo
Que profana o sentimento mais belo
Perdido, sem fundo
Facilmente dissolve os elos

Superficial, previsível
Os valores trocam de lugar
Passa despercebido, quase invisível
Incapaz de mergulhar

Ir fundo não é fácil, as vezes azedo
Sair da zona de conforto é pra poucos
Realizar proporciona medo
Para aqueles que são ocos
.
Ninguém tem culpa
Existem condições
É necessário acreditar na luta
É preciso contrariar as previsões

Douglas Campigotto